Ansiedade e hipnoterapia em Moema: como retomar o controle?

ansiedade hipnoterapia moema - Ansiedade e hipnoterapia em Moema: como retomar o controle?

Ansiedade e hipnoterapia em Moema: como retomar o controle?

Você não tem ansiedade. Você aprendeu a reagir assim.

Vou te falar uma coisa que talvez te irrite: ansiedade não é uma doença que você “pegou” por aí. Não é como uma gripe ou uma virose. De cada 10 pessoas que entram aqui no meu consultório, 8 me dizem exatamente a mesma frase: “Marcelo, eu sou uma pessoa ansiosa, isso é meu”.

Mentira.

Você não é ansioso. Você está manifestando uma resposta que seu corpo aprendeu a usar para te proteger. Sabe aquele aperto no peito? Aquele nó na garganta que parece que nada passa? Ou aquela vontade de sair correndo de um lugar sem motivo nenhum?

Isso não é um defeito de fabricação. É o seu cérebro sendo incrivelmente eficiente em tentar te manter vivo.

O problema é que o seu cérebro é amoral. Ele não quer saber se você está feliz, se você está aproveitando o jantar em Moema ou se você vai conseguir entregar o relatório amanhã. Ele só quer que você sobreviva. E se em algum momento da sua vida, lá atrás, ele entendeu que ficar em alerta máximo era o jeito de não sofrer, ele vai repetir esse padrão para sempre. É uma autopoiese, um sistema que se alimenta sozinho.

Aqui no consultório, a gente não fica “caçando” o porquê de 20 anos atrás. A gente olha para o agora. Para o que você sente no corpo quando a crise vem. Porque a fala engana. A narrativa que você montou para explicar sua vida é toda bonitinha, lógica e racional. Mas o seu corpo não lê livro de psicologia. O seu corpo sente.

E enquanto a gente não olhar para essa sensação visceral — o que a gente chama de “ER” na Terapia de Reintegração Implícita (TRI) — você vai continuar sendo escravo de uma proteção que hoje só te atrapalha.

A real é que você está cansado de falar. Já falou na terapia tradicional, já falou para os amigos, já falou para o espelho. Mas falar é um processo serial, lento. São 40 bits de informação por segundo. Enquanto isso, seu processo paralelo, o seu “inconsciente”, está rodando a 11 milhões de bits. É uma briga injusta. A gente precisa falar a língua do corpo, não só a da cabeça.

Sua ansiedade não é um defeito, é uma proteção

Imagine que você tem um alarme de incêndio na sua casa. Se o alarme toca quando tem fogo, ele é ótimo. Mas se o alarme toca toda vez que você liga o chuveiro ou frita um ovo, ele vira um inferno. A ansiedade é esse alarme que desregulou. Ele está vendo perigo onde só tem vida acontecendo.

O seu cérebro prefere mil vezes a segurança de um sofrimento conhecido do que o risco de uma felicidade desconhecida. Parece loucura, né? Mas para a nossa biologia, o “conhecido” é seguro. Se você sofre desse jeito há 10 anos e ainda está vivo, o seu cérebro entende que esse sofrimento é funcional. Ele pensa: “Olha, a gente está mal, mas pelo menos não morremos, então vamos continuar assim”.

Isso é o que eu chamo de gambiarra emocional. Você cria mecanismos para evitar a dor. Come demais, trabalha demais, não sai de casa, evita certas pessoas. Cada uma dessas coisas é uma tentativa de silenciar aquele desconforto no estômago.

Mas a gambiarra tem um preço alto. Ela consome sua energia, sua alegria e, aos poucos, vai diminuindo o tamanho do seu mundo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Sabe por quê? Porque a gente vive sob uma pressão constante de pertencimento. O cérebro humano tem um medo visceral de ser excluído do grupo. Antigamente, ser expulso da tribo significava morte. Hoje, ser “excluído” pode ser uma crítica do chefe ou um olhar torto de um vizinho em São Paulo. O corpo reage como se você estivesse prestes a ser devorado por um leão.

Teve uma pessoa que veio aqui porque não conseguia entrar em reuniões. Sudorese, taquicardia, a mente apagava. Ela achava que era falta de competência. Na sessão, a gente percebeu que o corpo dela estava reagindo a uma sensação de “não ser boa o suficiente” que não tinha nada a ver com o trabalho atual. Era uma proteção contra uma rejeição que ela viveu na infância. O corpo travava ela para ela não se expor, porque se expor era perigoso. Entende? A ansiedade era o “salvador” dela, só que um salvador que estava destruindo a carreira dela.

ansiedade hipnoterapia moema - Por que a ansiedade parece um beco sem saída?

O “amor” que adoece e a necessidade de pertencer

Você já ouviu falar que a gente faz tudo por amor? Na TRI, a gente leva isso muito a sério, mas não do jeito romântico. A gente fala do “sacrifício por amor aos iguais”. Nós somos mamíferos. A nossa primeira necessidade não é comida, é contato. É pertencer. Tem um estudo famoso, da “mãe de pano e mãe de arame”, que mostra que o macaquinho prefere passar fome para ficar agarrado no conforto. Nós somos iguais.

Muitas vezes, a sua ansiedade é um jeito de você continuar pertencendo à sua família ou ao seu meio. Se todo mundo na sua casa era preocupado, tenso e vivia no limite, o seu cérebro aprendeu que “ser assim” é o jeito de ser um deles.

Relaxar parece uma traição. Ficar em paz parece perigoso, porque ninguém ali conhece a paz.

A gente carrega scripts, roteiros de vida que não foram escritos por nós. Você está aí, em pleno 2024, atuando um papel que seu pai ou sua mãe projetaram em você quando você ainda estava no berço. É o que chamamos de fase do “esboço”. Você absorveu tudo, sem filtro. E agora, adulto, você continua tentando validar esses scripts, mesmo que eles te façam sofrer.

E aí entra a demanda emocional. É uma fome de sentir certas coisas. Tem gente que tem demanda por ser rejeitado, porque a rejeição é o que ela conhece. Ela busca situações, mesmo que sem querer, que tragam aquela sensação familiar de “ninguém gosta de mim”. E quando a ansiedade bate, ela é só o motor que impulsiona essa busca por sensações que confirmem o que o seu cérebro já acredita.

A mudança dói porque discordar do grupo dói fisicamente. A neurociência mostra que áreas do cérebro ligadas à dor física são ativadas quando a gente se sente excluído ou quando a gente contraria as “regras” da nossa tribo. Por isso que é tão difícil mudar sozinho. O seu corpo te sabota porque ele quer te manter “seguro” dentro do padrão que ele já conhece.

Como funciona a hipnoterapia TRI em Moema?

Esquece o que você viu na televisão. Ninguém aqui vai te fazer comer cebola achando que é maçã ou te fazer latir. Hipnose não é sono. É foco. É como quando você está dirigindo em uma avenida de São Paulo e, de repente, percebe que chegou em casa e nem viu o caminho. Você estava em transe. O seu processo paralelo assumiu o controle.

Na sessão de TRI, a gente usa esse estado de foco para falar direto com quem manda: o seu corpo. A gente usa a Imagética e a Triangulação. Eu não vou te perguntar “o que você acha disso?”. Eu vou te perguntar “o que você sente quando vê essa imagem?”. A imagem pula a barreira do racional. Ela vai direto na amígdala cerebral, onde a emoção mora.

Um caso que me marcou foi de uma mulher que tinha crises de pânico sempre que precisava dirigir. Ela já tinha feito aulas para habilitados, psicólogo, tudo. Mas o pé travava. Na hipnose, quando a gente triangulou — ou seja, quando ela saiu do papel de vítima do medo e foi observar o que aquele medo estava “dizendo” — apareceu uma cena dela aos 5 anos, vendo o pai brigar no trânsito. O corpo dela registrou: “Carro é lugar de briga e perigo”.

O trabalho não foi “convencer” ela de que dirigir era seguro. Foi permitir que aquela criança que estava travada dentro dela pudesse expressar o medo e, finalmente, soltar. A gente chama isso de catarse reintegrativa. Não é choro por choro. É uma evacuação de uma dor que estava entupida. Duas sessões depois, ela me mandou uma foto do carro estacionado no trabalho.

Eu não sou um mestre que vai te curar. Eu sou um mediador. Eu ofereço o que a gente chama de parentalidade temporária. Por algumas horas, eu sou o suporte seguro para você poder olhar para aquilo que você morre de medo de sentir. Eu seguro a lanterna, mas é você quem caminha. E quando você percebe que aquela sensação “insuportável” é só uma memória física que pode ser liberada, a ansiedade perde o emprego. Ela não precisa mais te proteger daquilo.

O fim das sessões intermináveis: o que esperar do tratamento

Eu não acredito em terapia de dez anos. Se você está há cinco anos falando da mesma coisa e continua sentindo o mesmo aperto no peito, algo está errado. A TRI é uma intervenção breve. Porque a gente não fica polindo o sintoma. A gente vai no conflito visceral. Uma vez que o corpo entende que o perigo passou, ele desliga o alarme.

Existe uma diferença gigante entre dor e sofrimento. A dor é inevitável. Perder alguém dói. Ser demitido dói. Mas o sofrimento é a inadequação à dor. É o que você faz com o que te acontece. É a resistência. A ansiedade crônica é um estado de sofrimento onde você está o tempo todo tentando não sentir o que já está aí.

É como tentar segurar uma bola de praia debaixo d’água. Uma hora o braço cansa e a bola voa na sua cara.

Quanto tempo leva? Geralmente, com uma avaliação bem feita e uma ou duas sessões intensas, a pessoa já sente uma mudança radical na forma como a ansiedade se manifesta. Não é que você nunca mais vai ficar nervoso. Mas aquele descontrole, aquele pânico que te paralisa, isso perde a força. Você recupera o movimento. E movimento é vida.

Depois da sessão, tem o retorno. É onde a gente ajusta as velas. A mudança real acontece na sua vida, na rua, no seu trabalho aqui em Moema. É quando você percebe que aquela situação que te dava um “treco” agora só te dá uma leve sensação que você sabe lidar. O objetivo é te dar autonomia. Eu quero que você se torne o dono da sua própria carroça.

Estudos sobre interocepção mostram que pessoas que conseguem identificar melhor suas sensações físicas têm um controle emocional muito maior. É exatamente isso que a gente treina. Você para de ser vítima do que sente e passa a ser o observador. Isso muda o jogo. A ciência por trás disso é sólida: quando você nomeia e integra a sensação, a carga emocional diminui.

Como escolher quem vai mexer na sua cabeça

Se você for operar o coração, você procura um especialista, certo? Terapia é a mesma coisa. Escolher um terapeuta é sobre confiança. Se o seu “santo não bater”, o seu cérebro não vai abrir as portas. Lembra que eu falei que a segurança é a chave? Se você não se sente seguro com o profissional, o seu processo paralelo vai ficar em guarda e nada vai acontecer.

Aqui no meu consultório, eu prezo pela clareza. Eu não faço diagnóstico médico. Se você toma remédio, você vai continuar tomando até o seu psiquiatra dizer o contrário. Eu não sou médico. Eu sou terapeuta. Meu trabalho é emocional, é humano. A gente trabalha em conjunto com a medicina, nunca contra ela.

Muitas pessoas me procuram aqui em São Paulo porque já passaram por tudo: psicólogo, psiquiatra, floral, meditação, yoga. E nada disso é ruim, pelo contrário. Mas às vezes você precisa de algo que vá além da conversa. Você precisa de um “choque” de realidade biológica. Alguém que te ajude a desinibir o que está travado.

O processo da TRI é para quem está disposto a olhar para o desconforto. Não é um spa relaxante. É uma faxina. Dói um pouco mexer na sujeira, mas é o único jeito de ter uma casa limpa. Se você quer alguém para passar a mão na sua cabeça e dizer “coitadinho”, talvez eu não seja a pessoa certa. Mas se você quer alguém para te ajudar a levantar e retomar o controle da sua vida, aí a gente pode conversar.

Escolher um terapeuta em Moema é ter a conveniência de um ambiente seguro, fácil de chegar, mas o que importa mesmo é o que acontece dentro daquelas quatro paredes. É a honestidade do encontro. É a coragem de dizer “eu não aguento mais viver assim” e estar pronto para fazer o movimento que precisa ser feito.

Vou perder a consciência durante a hipnose?

De jeito nenhum. Você fica consciente o tempo todo, ouve tudo e tem controle total sobre o que diz ou faz. A hipnose é apenas um estado de foco profundo onde sua imaginação fica mais aguçada para a gente trabalhar o que é necessário.

Quantas sessões são necessárias para tratar a ansiedade?

A TRI é uma terapia breve e focada. Na maioria dos casos, entre uma e três sessões são suficientes para resolver a queixa principal. O objetivo é resolver o conflito visceral de forma rápida e eficiente, sem enrolação.

A hipnoterapia substitui o tratamento com psiquiatra?

Não substitui. A hipnoterapia é um trabalho terapêutico complementar que foca na parte emocional e comportamental. Nunca interrompa o uso de medicamentos sem a orientação expressa do seu médico.

Eu preciso “acreditar” para funcionar?

Não é uma questão de fé, é neurofisiologia. O que você precisa é estar disposto a seguir as instruções e se permitir sentir. Se você vier com a intenção de colaborar com o processo, o seu cérebro fará o resto, independentemente de você ser cético ou não.

Conclusão

A ansiedade não é o seu destino. É apenas um padrão de proteção que ficou obsoleto. Viver em alerta o tempo todo é exaustivo e, sinceramente, você não veio ao mundo para apenas sobreviver ao próximo ataque de pânico.

A cura não é a ausência de medo, mas a presença de movimento. É saber que, aconteça o que acontecer, seu corpo não vai mais travar contra você.

Se você sente que chegou no seu limite e que as “gambiarras” que você criou não dão mais conta do recado, talvez seja o momento de tentarmos algo diferente. Olhar para a ansiedade em Moema, sob a lente da TRI, é o primeiro passo para você parar de fugir de si mesmo e começar a viver com a liberdade que você merece.

ansiedade hipnoterapia moema - Conclusão

Se algo aqui fez sentido, talvez seja hora de olhar para isso de perto. Sem compromisso, sem pressão.

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